Mapas, linhas do tempo e fichas de análise histórica para o vestibular.
Período Regencial (1831-1840)
Divisão territorial: Províncias do Império
D. Pedro II ainda criança: regentes governam em meio à maior onda de revoltas regionais da história do Brasil, alimentadas pela fragilidade do poder central.
1835-1840 · Belém (PA)
Causas
Miséria extrema da população do Grão-Pará, exclusão política e abuso de poder de autoridades locais nomeadas pela Regência.
Desfecho
A mais sangrenta das revoltas regenciais: cerca de 30-40% da população da província morreu na repressão.
Única revolta regencial com forte participação popular/étnica desde o início (indígenas e escravizados) — cobrada por sua dimensão social, não só política.
1837-1838 · Salvador (BA)
Causas
Insatisfação política com o governo regencial e desejo de maior autonomia da Bahia (chegou a proclamar república independente por tempo determinado).
Desfecho
Reprimida pelo governo central após sitiar Salvador.
Exemplo de revolta de caráter separatista/republicano promovida pela classe média urbana, não pelas camadas populares.
1838-1841 · interior do Maranhão
Causas
Miséria da população sertaneja do Maranhão e disputas entre elites locais (Bem-te-vis x Cabanos) pelo controle da província.
Desfecho
Reprimida por Luís Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias.
Revolta que começou como disputa de elites e "escapou do controle", ganhando caráter popular — clássica pegadinha de prova.
1835-1845 · Porto Alegre (RS)
Causas
Insatisfação dos criadores de gado gaúchos com a alta tributação sobre o charque, prejudicados pela concorrência do charque platino mais barato.
Desfecho
A mais longa revolta regencial (quase 10 anos); chegou a proclamar a República Rio-Grandense, mas terminou com anistia e conciliação.
Motivação essencialmente econômica (tarifas alfandegárias), embora seja lembrada como símbolo de identidade regional gaúcha até hoje.
Divisão territorial da época (contorno atual do Brasil) — cada bolinha colorida é um evento listado ao lado