O mapa político do Brasil e três formas distintas de regionalizar o país ao longo do tempo: a divisão oficial do IBGE, as Regiões Geoeconômicas de Geiger (1967) e "Os Quatro Brasis" de Milton Santos (2001).
Regiões Geoeconômicas (Geiger, 1967)
Proposta em 1967 pelo geógrafo Pedro Pinchas Geiger, antes mesmo da divisão oficial do IBGE entrar em vigor. Não usa limites estaduais fixos: reparte o território em apenas 3 "regiões geoeconômicas" com base no grau de industrialização e no papel de cada uma na economia da época — por isso o Mato Grosso, por exemplo, aparece ligado à Amazônia, e não ao Centro-Sul.
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Geiger × Milton Santos: qual a diferença?
As duas dividem o Brasil sem respeitar fronteiras estaduais fixas, mas com critérios de épocas diferentes. Geiger (1967) olha para a industrialização: só 3 blocos, com o Mato Grosso ligado à Amazônia (ainda pouco ocupada) e quase todo o Centro-Oeste dentro do Centro-Sul dinâmico. Milton Santos (2001) olha para o meio técnico-científico-informacional — a era da informação: separa o Centro-Oeste como região própria (puxado pelo agronegócio tecnificado) e isola a "Região Concentrada" (Sudeste + Sul) como o polo de maior densidade de ciência, tecnologia e capital do país.