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1 · Bacia Amazônica
Rios: Amazonas, Negro, Madeira, Xingu, Tapajós, Purus
A maior do mundo em volume de água — sozinha responde por cerca de 1/5 de toda a água doce superficial do planeta. O Amazonas nasce no Peru e atravessa o Brasil de oeste a leste, recebendo dezenas de grandes afluentes antes de formar o maior delta fluvial do mundo. Sob ela está o Aquífero Alter do Chão (Sistema Aquífero Grande Amazônia, SAGA), uma das maiores reservas de água doce subterrânea do planeta.
2 · Bacia Tocantins-Araguaia
Rios: Tocantins, Araguaia
A maior bacia inteiramente brasileira — não cruza fronteira internacional. O Araguaia e o Tocantins nascem no Planalto Central e correm para o norte, encontrando-se antes de desaguar na Baía de Marajó. Área de forte avanço do agronegócio e de grandes hidrelétricas (Tucuruí).
3 · Bacia do Parnaíba
Rios: Parnaíba
O rio Parnaíba nasce na Chapada das Mangabeiras e forma a fronteira natural entre Piauí e Maranhão por quase toda a sua extensão, desaguando num extenso delta — um dos poucos deltas em mar aberto das Américas.
4 · Bacia do São Francisco
Rios: São Francisco, Paraguaçu, Grande (BA)
O "Rio da Integração Nacional" (ou "Velho Chico") nasce em Minas Gerais, atravessa a Bahia e desemboca entre Alagoas e Sergipe. Principal rio perene do semiárido nordestino, viabiliza irrigação (polo Petrolina–Juazeiro) e grandes hidrelétricas (Sobradinho, Xingó).
5 · Bacia do Paraguai Bacia Platina
Rios: Paraguai, Cuiabá
Drena o oeste de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde forma o Pantanal — a maior planície inundável do planeta. Junto com as bacias do Paraná e do Uruguai, forma a Bacia Platina (Bacia do Prata), compartilhada com Paraguai, Bolívia, Argentina e Uruguai.
6 · Bacia do Paraná Bacia Platina
Rios: Paraná, Tietê, Paranaíba, Grande, Iguaçu
A bacia mais industrializada e povoada do Brasil, parte da Bacia Platina. Reúne o maior potencial hidrelétrico já explorado do país — Itaipu, Ilha Solteira, Furnas.
7 · Bacia do Uruguai Bacia Platina
Rios: Uruguai, Pelotas, Canoas
Formada pelo encontro dos rios Pelotas e Canoas, na divisa entre RS e SC, o rio Uruguai segue para o sul formando fronteira com a Argentina antes de desaguar no Rio da Prata. Relevo de planalto basáltico, com uso hidrelétrico relevante pro abastecimento do Sul.
Atlântico — Nordeste Ocidental Bacia Atlântica
Rios: Gurupi, Munim, Itapecuru, Mearim
Bacias costeiras do Maranhão (e leste do Pará), entre a foz do Tocantins e o rio Parnaíba — zona de transição climática e vegetal entre a Amazônia e o semiárido nordestino.
Atlântico — Nordeste Oriental Bacia Atlântica
Rios: Jaguaribe, Piranhas-Açu, Capibaribe
Conjunto de bacias menores e independentes, de rios de vazão irregular (muitos secam parcialmente na estiagem), que drenam direto o litoral do Ceará a Alagoas — região historicamente mais vulnerável à seca do semiárido.
Atlântico Leste Bacia Atlântica
Rios: Jequitinhonha, Pardo, de Contas, Mucuri
Rios de médio porte de Sergipe, Bahia e norte de Minas/Espírito Santo, que nascem nos planaltos do interior e correm direto para o Atlântico, sem passar pela bacia do São Francisco.
Atlântico Sudeste Bacia Atlântica
Rios: Paraíba do Sul, Doce, Ribeira de Iguape
Cobre o Espírito Santo, o Rio de Janeiro, o litoral paulista e parte de Minas. O Paraíba do Sul é um dos rios mais importantes do Sudeste para abastecimento urbano, inclusive de parte da Grande São Paulo, por transposição.
Atlântico Sul Bacia Atlântica
Rios: Jacuí, Guaíba, Itajaí
Faixa costeira do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, incluindo o sistema do Guaíba, que banha Porto Alegre, e a Lagoa dos Patos, a maior lagoa costeira do Brasil.
Principais usinas hidrelétricas (todas as bacias)
Rio Paraná · PR (binacional, com o Paraguai) · desde 1984
A maior usina do Brasil e a 2ª maior do mundo em capacidade instalada (atrás apenas de Três Gargantas, na China) — e a maior em geração anual de energia. Empreendimento binacional Brasil-Paraguai, fornece boa parte da energia consumida no Paraguai e uma fatia relevante do Sul/Sudeste brasileiro.
Rio Xingu · PA · desde 2016
2ª maior usina em capacidade instalada do país. Uma das obras mais controversas da história recente do Brasil: deslocou comunidades ribeirinhas e indígenas e alterou o regime hídrico de um trecho do Xingu (a "Volta Grande"), motivando décadas de debate sobre o custo socioambiental de grandes hidrelétricas na Amazônia.
Rio Tocantins · PA · desde 1984
Primeira grande hidrelétrica construída na Amazônia, viabilizou a industrialização do pólo de Carajás/Albrás (alumínio). Seu reservatório alagou uma extensa área de floresta, um marco nos debates sobre impacto ambiental de barragens na região.
Rio Paraná · SP/MS (divisa) · desde 1978
Uma das maiores usinas genuinamente brasileiras (não binacional), no alto curso do Paraná, na divisa SP-MS — parte do conjunto que torna essa bacia a mais explorada hidreletricamente do país.
Rio São Francisco · AL/SE (divisa) · desde 1994
A maior das usinas do "Velho Chico", no baixo curso do São Francisco. Fornece parcela muito significativa da energia consumida no Nordeste, reforçando a importância estratégica (energética e hídrica) do rio para a região.
Rio Grande · MG · desde 1963
Uma das primeiras grandes usinas do Sudeste. Seu reservatório — apelidado de "Mar de Minas" — é um dos maiores lagos artificiais do país e virou polo turístico e de pesca.
Rio São Francisco · BA · desde 1979
Seu reservatório está entre os maiores lagos artificiais do mundo em área (chega a ~4.200 km²) — funciona tanto para geração de energia quanto para regularizar a vazão do São Francisco, viabilizando a irrigação no semiárido a jusante.
Rio Madeira · RO · desde 2012
Usina "a fio d'água" (reservatório raso, pouca área alagada para a potência gerada) no rio Madeira, perto da fronteira com a Bolívia. Também alvo de controvérsia ambiental — e de problemas técnicos ligados ao altíssimo volume de sedimentos transportado pelo rio.